domingo, 17 de julho de 2011

Home Sweet Home...




As casas vão ficando para trás, nesta viagem de regresso. O sol já vai mais para lá que para cá e cá dentro estamos sujos. E porcos. Poeirentos. Cansados. Mas felizes por poder, finalmente, ter o orgulho de carregar num autoclismo, como disse um dos nossos, e observar tudo a desaparecer, de poder tomar um banhinho, quente, sem mirones à volta, poder dormir uma noite, descansados, sem aranhas nem formigas nem ramos e galhos por baixo das nossas costas. Podemos finalmente comer coisas frescas, sem ter de recorrer às deliciosas ementas de pão com salsicha, atum, ou cogumelos, ou atum, ou salsicha, ou cogumelos, ou atum e cogumelos, ou cogumelos e salsicha, ou pão com pão, ou simplesmente bolachas da alegria. A felicidade de poder beber um gole de água fresca, sem ter de esperar por 45 senhoras e 37 homens que estão á nossa frente para lavar loiça suficiente para um banquete real. Podemos finalmente abrir os olhos e não sentir que todo o
PÓ à nossa volta está a entrar-nos pelos olhos. Ficam, para trás, experiências e aprendizagens. Nestes dias, a nossa capacidade de decisão, de responsabilidade e coesão foram postas à prova. E não deixa de ser louvável a facilidade com que as superámos. Foram momentos marcantes, em família!



terça-feira, 12 de julho de 2011



Aqui vamos nós...


sexta-feira, 8 de julho de 2011

SBSR


Eu vou!
E tu?

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Jig






Estou aqui deitado desde que a Paula saiu. Não me mexo. Estou estático a olhar para a porta. De vez em quando, muito lentamente, as minhas pálpebras tocam-se e voltam a abrir. As minhas pernas chatearam-se comigo, já não me obedecem. A minha cabeça já não se levanta, nem sequer para beber água. A Paula, o Paulo e o João passam horas a olhar para mim. Acham que estou cada vez pior. Quando tenho dores, e, então, choro, dão-me uns cilindrozinhos brancos que me aliviam, mas fico muito mole. Diariamente tomo 2 ou 3, dependendo das dores. Já quase não tenho fome nem sede. Não consigo andar para lado nenhum. Estou tão inválido! Para me deslocar tem de ser um dos meus donos a transportar-me. De noite, não consigo dormir. Tento, mas dói-me tanto! Choro. A Paula e o Paulo ficam tristes porque não conseguem dormir também e por me verem assim. Eles já não sabem o que me hão de fazer. Hoje ouvi dizer que acham melhor acabar com o meu sofrimento, mas não conseguem. Afinal, são 18 anos! Eu não os julgo por quererem isto, afinal não querem que eu sofra mais. Eles não sabem como hão de fazer, nem se é a melhor decisão a tomar. O João pegou em mim e levou-me para o carro. Já não saio à rua à bastante tempo. Parámos em frente a um local que tem cães e gatos desenhados no vidro. Ele levou-me até lá e pousou-me numa maca metálica. Estava fria. A Paula, o Paulo e o João conversaram sobre mim com uma senhora de bata. Já não bebo água à dois dias. Já não como à outros tantos. Eles estão muito preocupados. A senhora de bata perguntou-lhes se estava na hora. Eles não conseguiram dizer que sim, mas abanaram a cabeça. A senhora de bata disse-lhes que era o melhor que faziam, porque eu já não como, já não bebo, não me conseguiram dar a medicação, já não tenho forças, nem para me queixar. Então decidiram que era a hora.

Foram 18 anos, não foram 2. Eu tenho perfeita noção que eles não o fariam se não achassem que era o melhor para mim. Agradeço-lhes por acabarem com o meu sofrimento. Ao tomarem esta decisão, só me mostram que gostam mesmo muito de mim. A senhora de bata fez-me um furinho com uma agulha, mas eu nem senti. Introduziu um líquido e eu comecei a adormecer. A minha última imagem foi triste para mim. Os meus donos estavam os 3 a chorar.







sexta-feira, 24 de junho de 2011

PHILOSOPHARE




Vou, até ali, aprender a filosofar.






sexta-feira, 17 de junho de 2011

Eclipse de valores




Um eclipse lunar, nos dias do hoje, o que pode significar?


A escuridão do ser mais vivo de toda a tristeza?
A vitória da pobreza face à riqueza?
A subsistência da fraude em contraponto à justiça?
A bondade a ser engolida pela malvadeza?




terça-feira, 14 de junho de 2011

Até quando estamos destinados a esta vida?


Esta é uma questão que tem sido muito debatida e que tem gerado alguma controvérsia. É muito importante referir que morte assistida NÃO É o mesmo que eutanásia. Deixo. aqui, dois vídeos sobre dois casos de morte assistida. Aconselho ainda a verem os dois documentários na sua íntegra, pois é uma questão que nos faz pensar se valerá ou não chegar a um ponto de dependência tal.

(Alerto ainda as pessoas mais sensíveis que estes vídeos possuem cenas consideradas chocantes)