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domingo, 17 de julho de 2011

Home Sweet Home...




As casas vão ficando para trás, nesta viagem de regresso. O sol já vai mais para lá que para cá e cá dentro estamos sujos. E porcos. Poeirentos. Cansados. Mas felizes por poder, finalmente, ter o orgulho de carregar num autoclismo, como disse um dos nossos, e observar tudo a desaparecer, de poder tomar um banhinho, quente, sem mirones à volta, poder dormir uma noite, descansados, sem aranhas nem formigas nem ramos e galhos por baixo das nossas costas. Podemos finalmente comer coisas frescas, sem ter de recorrer às deliciosas ementas de pão com salsicha, atum, ou cogumelos, ou atum, ou salsicha, ou cogumelos, ou atum e cogumelos, ou cogumelos e salsicha, ou pão com pão, ou simplesmente bolachas da alegria. A felicidade de poder beber um gole de água fresca, sem ter de esperar por 45 senhoras e 37 homens que estão á nossa frente para lavar loiça suficiente para um banquete real. Podemos finalmente abrir os olhos e não sentir que todo o
PÓ à nossa volta está a entrar-nos pelos olhos. Ficam, para trás, experiências e aprendizagens. Nestes dias, a nossa capacidade de decisão, de responsabilidade e coesão foram postas à prova. E não deixa de ser louvável a facilidade com que as superámos. Foram momentos marcantes, em família!



terça-feira, 12 de julho de 2011



Aqui vamos nós...


terça-feira, 31 de maio de 2011

Fraquejar.



quando entrei os meus olhos percorreram toda a gente que estava lá no meio. comecei a entrar no sítio e a aperceber-me que havia ainda mais gente. subi escadas e calquei panos e almofadas e, ainda antes de sentar o rabo, cumprimentei e olhei bem nos olhos e pisquei-os, em simultâneo, como sinal de força, e então sentei-me. observei melhor o meio. deu-me vontade de rir, mas não o fiz. estava feliz e contente. depois de estarmos como a noite é, mas cobertos, com telhado, ouvi vozes e passos. vozes e passos alternados sequencialmente. e observei muitas coisas. os meus olhos pingaram, à medida que ouvia o diálogo, a essência de todo aquele paleio. a força como o era dito era tão intensa e estrondosa que me fez fraquejar. se estivesse de pé, as minhas pernas teriam tremido. sorria ao mesmo tempo e apercebia-me do que sabia e conhecia do diálogo. mas estava tudo tão diferente do que eu tinha imaginado. estava tudo tão... bonito! que fascínio.


domingo, 1 de maio de 2011

A arte de ser feliz


Houve um tempo em que a minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz. Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam dos seus dedos
magros e o meu coração ficava
completamente feliz.
Às vezes abro a janela e encontro o
jasmineiro em flor. Outras vezes
encontro nuvens espessas. Avisto
crianças que vão para a escola. Pardais
que pulam pelo muro. Gatos que abrem
e fecham os olhos, sonhando com
pardais. Borboletas brancas, duas a
duas, como que reflectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega. Às
vezes um galo canta. Às vezes um
avião passa. Tudo está certo, no seu
lugar, cumprindo o seu destino. E eu
sinto-me completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas
felicidades certas, que estão diante de
cada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem
diante das minhas janelas, e outros,
finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

domingo, 17 de abril de 2011

Տոն, عطلة,Tatil, Hari cuti, ...


(esta fotografia só foi escurecida, na tentativa de preservar as pessoas aqui "captadas", de resto não houve alterações/fotomontagens/modificações ou qualquer outro tipo de trabalho fotográfico em computador)


(sem trabalho fotográfico em computador; exclusivamente fotografada)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A íris da palavra



O meu olhar foi fixo. Tentei aproveitar ao máximo olhar para aquele rosto esbranquiçado que me defrontava na primeira fila e, sem esboçar qualquer sorriso ou sentimento, falava para todos em geral. Tentava explicar o que estava escrito em algumas revistas, jornais e livros... Gesticulava, manobrava, era manobrado. Fiz por impor as minhas ideias e por partilhar as minhas vivências - boas e más - a todos os que se comprometeram a ouvir a minha voz, a voz feminina da vida e também uma mais máscula que a minha.
Quando senti o espaço só meu, aproveitei-o da melhor maneira que me lembrei. As suas paredes, o seu chão irregular. A minha voz riu-se logo a seguir a um berro de agonia extrema. Questionei, sem nexo, os demais. Eles repudiaram-me. Eu gostei! Depois veio o riso. Veio a memória por factos que cada um enquadrava na sua experiência de vida. Nas suas memórias. Vi olhos a brilhar. Uns de saudade, outros de mágoa. Também assisti a vários remorsos. Soube bem. Soube mesmo muito bem. Senti-me cumpridor do dever que me foi posto! FUI FELIZ!

domingo, 27 de fevereiro de 2011

27 - 02 - 2011

Quando um artista nasce, nasce para sempre! Nasce para sempre o ser. Há 18 anos nasceu alguém que se tem vindo a mostrar artista de si mesmo e da arte mais"dialogadora" para com o Homem. A solo, na multidão, em trio... De todas as formas se destaca.

Hoje venho congratular-te, abraçar-te e desejar-te um feliz dia!

Parabéns Lucas!!


Um abraço, apertado!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

E tudo o vento levou...


Paredes gélidas, gastas e já com alguns buracos. O chão com marcas de muitos anos de sabedoria, estudo, vivências e experiência. Os degraus das majestosas escadarias gastos, só na ponta, sinal de perseverança e da luta pelo ensino, por um futuro. Corredores largos e altos cheios de conversas passageiras, e de comentários que perpetuam nos seus ouvidos. Janelas velhas, podres, esburacadas e vidros frágeis estalados e re-mal-colados. Salas... O chão de madeira velha, já macia, sem arestas nem farpas, barulhenta e a chiar. Dois degraus - era esta a distância entre nós e aquele que nos formava. Cadeiras riscadas? Não! Cadeiras com memórias... Cadeiras cheias de história, cheias de " quero-me ir embora daqui!" e de "Amo-te, és a miúda da minha vida!!!!". Mensagens de há muito, algumas delas já com décadas... Debaixo das mesas, os infalíveis "apêndices elásticos". Vermelhos, Verdes, Azuis, mal mastigados, triturados,... de tudo um pouco. Os quadros de placas de ardósia áspera; Mesmo muito áspera, como os paralelos da avenida, e o giz, que em contacto com o negrum do quadro, produzia um som único... As casas de banhos, quer dizer, a casa de banho masculina e as duas casas de banho femininas, sempre com uma luz natural, sempre sem luz artificial, com portas de vidro na entrada e portas feias no interior. Um jardim interior com a sua beleza natural, com os seus locais tipicamente ocupados, ora por grupos nas tardes de verão a apanhar sol, ora por duetos tentando matar saudades do dia anterior. Um jardim exterior. Um quarteirão inteiro de jardim. Espécies raras, alcatrão solto e esburacado, uma árvore centenária, um "campo" sem limites, um poli-desportivo á chuva e ao sol, ao calor e ao frio. Seis metros quadrados de areia cheia de ervas a florescerem. Outro campo sem limites. Duas salas oficinais de canto, que delimitavam, na parte frontal, o quarteirão por nós ocupado. Bancos de Madeira. Bancos velhos de madeira com musgo, de ferro enferrujado e parafusos soltos. Bancos sujos, bancos molhados, bancos secos, bancos pretos...
Não eram bancos! Eram propósitos. Eram rotinas e desejos. Eram momentos passados a três, a, simplesmente, observar o que nos rodeava, a falar sobre o acaso, a relaxar depois desta e antes daquela aula. Momentos em que a união fez a força. Momentos para recordar com alegria e emoção! Momentos que nunca esquecerei. Foram mesmo inesquecíveis e difíceis de descrever. Espero que também achem o mesmo...
Foram os bancos que nos juntaram?
Foram eles que nos uniram e que nos agarraram?
Não. Mas ajudaram muito!

E agora? Disto tudo, o que restou... ?
As paredes?
Não.
Os degraus gastos?
Não.
As Cadeiras com memórias?
Não.
As mesas com os apêndices elásticos?
Não.

...

Os Bancos...?
NÃO.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010






Hoje, finalmente e felizmente, falei!
Disse tudo o que tinha a dizer.
E foi bom!
Foi optimamente agradável!
Ainda bem que o fiz!
Obrigado.




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O poder da Palavra!



Vivemos de Palavras
Nenhum de nós sabe o que existe e o que não existe. Vivemos de palavras. Vamos até à cova com palavras. Submetem-nos, subjugam-nos. Pesam toneladas, têm a espessura de montanhas. São as palavras que nos contêm, são as palavras que nos conduzem. Mas há momentos em que cada um redobra de proporções, há momentos em que a vida se me afigura iluminada por outra claridade. Há momentos em que cada um grita: - Eu não vivi! eu não vivi! eu não vivi! - Há momentos em que deparamos com outra figura maior, que nos mete medo. A vida é só isto?

Raul Brandão, in "Húmus"


A Palavra No Momento Certo Uma grande parte da infelicidade no mundo tem sido causada por confusão e fracasso de se dizer a palavra certa no momento certo. Uma palavra que não é proferida no momento certo é prejudicial, e tem sido sempre assim. Porque é que uma classe da população deveria ter medo de ser honesta com outra? De que é que têm medo?

Fiodor Dostoievski, in 'Escritos Ocasionais'


Esta semana fui confrontado com poder da palavra. E que força ela tem! A minha relação com a palavra não é muito famosa. Envergonho-me quando ela se me confronta e, sim eu sei, isso não é saudável. Há coisas que devem ser ditas! Directa ou indirectamente, mas quanto mais directa, melhor. Eu sei disso tudo, e também sei que a maioria dos problemas resolver-se-iam, mas custa tanto... Custa-me tanto dizer algo na cara, é tão estranho, tão imponente, tão medonho...
Tenho de aprender a enfrentar as pessoas, a resolver os meus problemas, a falar. Esta sociedade, sim porque não sou o único, infelizmente, a ser assim, tem um grande problema que é este mesmo: a incapacidade de diálogo, a má interpretação das outras pessoas, a má expressão... Enquanto este problema não for resolvido, haverá sempre conflitos...



sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"O melhor concerto do ano!"


Na 3ª feira passada.
No Pavilhão Rosa Mota.
No Porto.
SUPERTRAMP.

Bastou isto para que a noite se tivesse tornado mágica. Temas de 40 anos de carreira, dos lendários Supertramp, deliciaram todos os amantes da banda britânica. Mesmo sem Roger Hodgson, a festa foi feita e todos os hits foram tocados, incluindo Breakfast In America, The Logical Song, Dreamer, Goodbye Stranger, Give a little Bit, Bloody Well Right, School, Rudy, From Now On, entre muitas outras que compuseram um espectáculo que durou mais de 2 horas.
A tournée "70-10", iniciada no dia 2 de Setembro, marca os 40 anos da edição do primeiro álbum da banda e a banda irá dar ao todo 35 concertos por toda a Europa.

Foi um grande espectáculo onde tudo esteve ao rubro...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Que raio de coisas é que somos?






"Multiplicamos os nossos bens, mas reduzimos os nossos valores. Falamos demais, amamos raramente, odiamos frequentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos á nossa vida e não vida aos nossos anos."







George Carlin





Que raio de coisas é que somos???


terça-feira, 6 de julho de 2010

Marcas para a vida...


Ganhei calos nas mãos, as dores de costas atacaram-me, o joelho rangeu, os pés feriram-se, o sol queimou-me a cabeça, a água desidratou-me a pele,...

Contudo, foi bom...

Ao inicio, uma indecisão...
Parte de mim dizia para eu experimentar, outra parte dizia para eu me agarrar aos estudos e deixar isso para depois, mas... decidi seguir a parte que me dava força para avançar e ir experimentar. Ainda bem que assim foi. Desta vez tive a noção que, por muitas que sejam as consequências disto, foi uma boa escolha. Foi uma boa opção. Foram bons momentos. Foram horas passadas com o melhor do que há do mundo - os amigos - a aprender, a conviver, a "gargalhar", foram horas de pura diversão.

Primeiro o vermelho. Experimentei o vermelho e... não me dei muito bem. Segui então para o amarelo. Aí sim, ganhei confiança. Mas confiança a mais. Confiança tal, que quando voltei para o vermelho, decidi virá-lo! É verdade. Aquele que ninguém vira, aquele que o mais nabo de todos os nabos nunca viraria... Pronto, enfim. Foi um "triste" momento. Depois veio a segurança e a confiança e, com elas, decidiram pôr-me num dos grandes. Num dos brancos, grandes, mais estreitos e mais instáveis... Aí, afinei! "Ui, ui, que isto vai correr mal!" - disse eu. Mas, por estranho que pareça, correu bem. Pelo menos não virei, nem bati em nada. Continuei a conhecê-lo melhor, e até a trocar alguns pareceres com ele. Ele contou-me algumas das histórias do clube e das que se passaram com ele. Decidimos, então, ir até um dos mais bonitos lugares da cidade. Foi interessante ver aquele lugar de outra perspectiva. Aquele esplêndido lugar numa perspectiva que, na minha opinião, até humaniza demais a paisagem em si. Mas, sem dúvida, que não deixa de ser AQUELE LUGAR!


Têm sido, realmente, umas óptimas manhãs!

Que, possivelmente, se podem prolongar para o ano...

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Persistência, Paciência,... Que mais me faltará?


"Dos amores humanos, o menos egoísta, o mais puro e desinteressado é o amor da amizade."
Cícero

"Todas as riquezas do mundo não valem um bom amigo.
"
Voltaire

"A amizade verdadeira deve ser uma marcha a dois para as alturas.
"
La Rochefoucauld

"A amizade é semelhante a um bom café: Uma vez frio, não se aquece sem perder bastante do primitivo sabor."
Kant

"Não te interesses sobre a quantidade, mas sim sobre a qualidade dos amigos.
"
Séneca

"Sem amigos ninguém escolheria viver, mesmo que tivesse todos os outros bens.
"
Aristóteles

"Elege para teu amigo o Homem mais virtuoso que conheces.
"
Pitágoras




Hoje deu-me para procurar alguns ditos
á cerca
disto mesmo.
Da AMIZADE.








Apenas porque sim!
Apenas porque sinto uma a fugir-me entre os dedos...

terça-feira, 8 de junho de 2010

O fascínio do Destino... (será?)


Quem diria...
As voltas que a vida dá...
A vida dá voltas que nem imaginamos possíveis...
Voltas completas...
Quem diria...


"És tu o Jorge? Bem... parece que vou ficar ao teu lado! Sou o Valentim!"

Foi assim á exactamente 266 dias. Lembro-me como se fosse hoje... Na aula de filosofia... Na primeira aula de filosofia do 11º ano. Na altura a timidez, a desconfiança e um pouco de receio "escapuliam-se-me" entre os dentes... A turma era diferente, a maioria dos professores era diferente... só a escola é que não era diferente... em obras, mas igual!! No primeiro mês de aulas, o meu colega de mesa irritou-me tanto, mas tanto,... MAS TANTO!!!!! Cheguei ao ponto de, numa aula de Matemática, enquanto o professor escrevia o sumário e o meu colega batia teimosamente com as mãos na mesa e nas pernas e na cadeira, levantar-me, repentinamente, pegar nos meus pertences, percorrer a sala toda até á última carteira da última fila... e sentar-me. FOI A GOTA DE ÁGUA! ao mesmo tempo acho que foi a melhor coisa que fiz (xD) A partir daí... tudo foi diferente.
Aquela aberração que se sentava ao meu lado deixou de ser uma aberração... deixou de ser um chato... deixou de ser o melga irritante com a mania que tocava bateria e com quem não se podia falar sobre nada... Aquele jovem, deixou de ser um simples colega... Foi como que um clique! Parece que a partir daí comecei a descobrir a verdadeira definição de amizade. Não uma amizade qualquer... Uma justa, fundamentada e segura amizade! Uma verdadeira amizade... Nada semelhante a nenhuma anteriormente descoberta.
Fui crescendo, o tempo foi passando, as folhas foram caindo e as nuvens... Óhh, as nuvens... as nuvens foram desaparecendo... Era a Natureza a falar mais alto... A definição foi-se tornando cada vez mais nítida...


Passados 266 dias...
Passado um ano lectivo inteiro...
Depois de alegrias e tristezas, trabalho e descanso, quente e frio, sois e chuvas...
Hoje...

Hoje somos bons amigos...
Bem, acho que "bons amigos" é um termo muito vasto,... muito pouco expressivo da amizade que vagueia dentro de mim.
Quando penso no início desta aventura dá-me vontade de rir: como é que duas criaturas que, aparentemente, nada tinham a ver uma com a outra, poderiam, ao fim de uns meses, ser intérpretes de uma amizade tão unida...

Senão a melhor, foi uma das melhores coisas que me aconteceu nestes últimos anos...



(Sei que não é muito normal falar-se de algo no qual o próprio "autor" é um dos intervenientes, mas esta foi a maneira que eu encontrei de, publicamente, agradecer ao outro interveniente o amigo que é, o colega que é, o camarada que é, a excelente pessoa que é e que me tem vindo a tornar... Contigo cresci, tornei-me mais responsável e mais maduro...
A ti, JORGE, um muito obrigado!!!)





Fico-me por aqui, esperando, um dia, poder ter o privilégio de voltar a partilhar a secretária contigo...

UM GRANDE, GRANDE ABRAÇO!!!



Vemo-nos por aí... ;)


sábado, 5 de junho de 2010



"Uma criança chora, aleijou-se.

Não sabe porquê,
não sabe o que aconteceu,
mas chora!

Chora com toda a sua energia
usurpando todos os seus limites.

Nas suas lágrimas,
escorre a sua inocência!
Nos seus berros,
ecoa a sua pureza!
Com os seus gestos,
procura a sua mãe..."

Augusto Silveirinha



(Hoje decidi postar um poema que me foi apresentado por um amigo, por um grande amigo, aliás... É da sua autoria mas, por agora, pertence apenas ao senhor Augusto Silveirinha. Espero que gostem tanto como eu! *.*)


terça-feira, 1 de junho de 2010

...Desilusão...


Para ser grande, sê inteiro: nada

Teu exagera ou exclui.

Sê todo em cada coisa. Põe quanto és

No mínimo que fazes.

Assim em cada lago a lua toda

Brilha, porque alta vive


Ricardo Reis

(Este fim-de-semana percebi que, ás vezes, aquilo a que nos dedicamos mais, aquilo que damos mais importância nem sempre é como nós projectamos ou pensamos... Desiludi-me... Tenho pena que esta experiência vá ter um peso grande no meu futuro, mesmo eu não querendo... Egoísmo é algo que não combina comigo, nem consigo lidar com ele... Espero conseguir dormir esta noite, e amanhã...? Amanhã serei um cobarde!! Mas um cobarde de jeito!! Como fui até hoje,... como tenho vindo a ser... como esperarei ser... para sempre! Em nada vou alterar o decurso da minha vida... Se amanha tiver de acontecer alguma coisa, que aconteça... Uso meias pelos tornozelos, por isso posso comer sopa!)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Prémio Literário José Estêvão

Venho só fazer um acto de companheirismo, e desejar os parabéns aos dois felizardos premiados no Prémio Literário José Estêvão... São eles: Gabriela Lacerda, com o 1º prémio e Jorge Oliveira, com a menção honrosa. A estas duas criaturas, os meus sinceros e verdadeiros PARABÉNS!!!

Para quem não sabe, o Prémio Literário José Estêvão, é o mais prestigiado prémio das escolas da cidade de Aveiro, pois premia, anualmente, os melhores contos, textos, (etc.), dos melhores escritores do secundário e do básico de todas as escolas da cidade de Aveiro. Este ano, o pedido era que fosse escrito um conto. Assim foi... E foram ontem eleitos os premiados, tendo sido estes os resultados do ensino secundário.

Mais uma vez, PARABÉNS aos dois! :D

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Para (sempre) recordar...


Foi há dois meses... faz hoje dois meses... Palavras tornadas tecidos de veludo que, ao som do silêncio, esvoaçavam pelas nossas mentes a dentro, alegrando os nossos dias e reconfortando as nossas mágoas da nossa, já experiente, adolescência... Essas palavras terminaram mas hoje... hoje decidi relembrá-las... e decidi voltar aos "velhos tempos" e sentar-me á secretária, ao som da noite escura que me evade, a ler "as relíquias"... e então trago-vos um pequeno "cheirinho" daquilo que, por razões ainda um pouco controversas, terminou...


Fica então para recordar...:



Cruzei os braços!

Cruzei-os à sociedade! Esta tão decrépita e desapontante sociedade que, a cada dia que passa, me mete mais e mais nojo! Arrependo-me todos os dias de lhe pertencer e ser incapaz de fazer alguma coisa que a mude.

Tristemente desisti desta porcaria que tanto me afronta... Cruzei os braços! Mas juro-vos que tentei! Tentei enquanto fui capaz de tentar! Tentei até ver que aqueles esforços que fazia não serviam para nada e em nada alteravam o comportamento de quem me lia!

Quantos dias me lamentei por ter parado! Quantos dias pensei em voltar! Quantos dias pensei em juntar-me aos meus camaradas e acabar com esta merda em que vivemos!

Mas não! Não voltei! Não voltei porque não queria ser desacreditado, não queria perder a minha palavra. No entanto, a pedido de um grande amigo, escrevi uma ultima vez! E, sinceramente vos digo, tenho saudades desta Merda!!!!


Voltemos ao tema, já divaguei demasiado...

... Cruzei os braços quando a Sociedade cruzou os seus a mim!
Tudo o que tentava mostrar foi ignorado, aos poucos, por ela. No momento em que ninguém me ouvia, em que ninguém me compreendia... Fugi, peguei nas minhas coisas e deitei-as num caixote, peguei em gasolina e queimei o meu saber por completo... Fiquei olhar para aquelas belas chamas que me contemplavam os olhos ao mesmo tempo que destruíam todo o meu conhecimento... A olhar aquelas belas chamas que, sem saber, me queimavam também por dentro, que corrompiam e corroíam o ser... Aquelas belas chamas... Ai, aquelas belas chamas... Tanto levaram e tão pouco deixaram. Paciência!


Jorge Miguel Leonardo Oliveira